Pra mostrar que, infelizmente, nem tudo são flores, trouxemos uma Publicidade que fala de assuntos sérios. Violência doméstica é um assunto difícil de ser abordado mas, se feita da maneira certa, pode ser épico. Não é um daqueles tópicos que nos dá margem para humor negro nem nada do gênero. É algo que traz sofrimento e deve ser tratado da mesma forma – não colocando os outros pra sofrer… quis dizer que deve ser tratado seriamente! -. Mas vamos ao case de hoje…
O >National Centre for Domestic Violence (NCDV) é uma organização que ajuda as pessoas que são abusadas domesticamente a tomarem a frente nessas situações e superarem essa fase pela qual ninguém deveria passar. O briefing era achar um jeito de mostrar que o agredido ficará mais feliz e saudável longe do agressor, por mais que haja uma relação de vício entre os dois. Um exercício rápido para os jovens publicitários: O que você faria?
A campanha Drag Him Away mostra que, às vezes, uma ideia muito simples pode ser genial se bem executada. Então, sem mais delongas, vale a pena dar uma conferida nesse case que separamos pra vocês hoje!
Tá certo que não precisa de muito pra ser o melhor banheiro químico, né? Se tivesse mais papel e menos merda coco, a gente já seria mais feliz. Mas é aquela coisa: você tá bebendo na fila do show e tá apertada pra fazer xixi (ou, se for um homem, quer “flutuar o bombom”), então não dá pra ficar escolhendo muito. Quem mora no Rio e vai a shows no Maracanã sabe bem do que estou falando.
Fato é que a Ikea teve mais uma ideia brilhante que deu um excelente burburinho em seu público-alvo: instalar um paradoxo urbano: um banheiro químico super arrumadinho e confortável. Viu? Eu disse que era um paradoxo. Você nem sequer tá conseguindo visualizar a parada! Mas, pra sua sorte, eu trouxe um vídeo que mostra várias pessoas que foram pegas de surpresa por essa campanha offline feita pela 1861 United, em Milão. Pensava que na Itália acabava tudo em pizza…
Esse vídeo pode não agradar muito os brasileiros, e vou explicar porquê: nós somos um povo conservador. Pode falar o que quiser, mas é verdade. Ainda não conseguimos conviver com muitas coisas que já são consideradas normais em países do primeiro mundo como, por exemplo, citar o nome dos concorrentes na Publicidade. Não é que seja proibido fazer isso por aqui, mas será visto com maus olhos. E aí os “prejudicados” vão recorrer ao CONAR e aí, já viu, né? Não pode falar mal do amiguinho.
Mas o legal dessa propaganda da Publicis é que, não apenas falou mal do serviço do coleguinha como ainda sapateou na cara dele! E, sim, isso é bom porque estimula os publicitários a fazerem um trabalho cada vez melhor. Vocês podem até achar vacilo com o AT&T, mas eu achei legal a oportunidade que a T-Mobile aproveitou no filme See It Again. É direto, fala o que quer, tem sensualidade e, enfim, chama para outras mídias. Isso só pode dizer uma coisa: foi bem feito, bem pensado e eu vou bem indo postar isso aqui no nosso Facebook!