Dar perfumes para vender carros. Isso, sim, é Comunicação!
Tirando a piadinha desnecessária no final, devo dizer que esta jogada de Marketing foi muito esperta. Pegar no ponto-chave como eles fizeram é muito difícil e, mesmo que este ponto seja alcançado, a execução pode falhar e fazer tudo ir por água abaixo. Estou falando disso como se fosse esporte radical, né? Mas, para algumas empresas, é questão de vida ou morte.
Não era o caso dessa empresa. O pessoal da Bassat Ogilvy, que pensou nesse marketing, simplesmente buscou fundo o que teriam que fazer para mostrar que a submarca da Ford, a Ford Selección também traz aos compradores de carros usados aquela sensação especial que só um carro de primeira mão oferece: cheirinho de novo. A partir daí, vou deixar o vídeo se explicar porquê, na boa, tá muito irado!
Não me culpem pelo título. Eu acho que é impossível pra minha pessoa não fazer essa piadinha quando ouço a palavra “coelho” ser falado em algum lugar. Tá certo que agora eu só escrevi, mas a vozinha na minha cabeça me pediu pra fazer esse trocadilho, então… não enche. O nome é Rabbids e nós vamos falar sobre esse vídeo, sim, porque eu escolhi ele, sim, e eu mando aqui, sim.
Esse design motion me parece ser inspirado um pouco em Happy Trree Friends, mas tem a pegada bem menos violenta e muito mais cativante, na minha opinião. O objetivo dessas esquetes não é virar uma Publicidade, mesmo… Tá mais pra um viral e uma propaganda pra manter a share of mind da Motorola. Viu? Jovens publicitários, já vão aprendendo: Se quer manter uma marca na cabeça do povo, é preciso, sim, fazer propagandas de relação. É comparável a passar pra dar um “oi” na casa de um amigo, ou só ligar pra saber se está tudo bem, entendeu? O objetivo é manter a relação viva e não desaparecer aos poucos e ficar como uma memória perdida na vida de alguém. Nossa, vou virar poeta!
Não vai ser fácil. Com essas coisas, aliás, nunca é. Ainda mais se for uma sociedade, onde a opinião de cada dono vai contar. De qualquer forma, a primeira obrigatoriedade é ter uma ideia do que é a sua empresa. O que ela traz/fornece/vende? Qual relação com os consumidores? Qual o papel dela? Como quer ser representada no mercado? Descubra intimamente o que sua marca quer passar para as pessoas, porque isso é a base da identidade dela.
A segunda coisa é escolher tipografia e imagem que se quer passar. Mais séria? Brincalhona? Elegante? Metida? Tudo isso é com você e os outros sócios. Mas cheguem a um consenso antes. De nada vale você querer ser representado por letras coloridas enquanto seu parceira quer algo sério em preto e branco. De qualquer forma, achamos que seria interessante você acompanhar de perto a criação da identidade dessa marca: Richard Solomon Artists Representative, uma botique de ilustração baseada em Nova York. Se sua intenção é atingir sofisticação, elegância e estilo através da sua marca, aqui é um bom lugar pra começar!